segunda-feira, 11 de maio de 2009

Uma Rosa- Jacques Rémy Delacroix Grounielle -

ocê está em minhaEra uma vez um jardim, onde parecia estar as mais belas flores do mundo. O ambiente verde se mesclava aos tons das mais belas flores, o azul das violetas, o amarelo dos girassóis, o rubro das rosas, o rosado dos buquês de gerânio, uma infinidade de cores que tinha a capacidade de adoçar o coração da mais amarga das criaturas.
O perfume exalado pelas flores podia ser sentido de longe, um aroma suave e doce, que misturado com a brisa da manhã transcendia qualquer sensação ou sentimento ruim.

No Jardim havia uma rosa em especial, dentro de um vaso de mármore branco, centralizada em um altar em frente a uma fonte de águas cristalinas, tal rosa, talvez a mais bela de todo o jardim, tinha uma beleza que jamais murcharia, nem nas estações mais rigorosas ela murcharia, isso por que ela era artificial.
Ela sempre se gabara de sua beleza. As outras flores eram de equivalente beleza, mas um dia elas murchavam, curvavam e caiam. A rosa artificial achava-se superior por ter uma beleza eterna.
-Eu sou a mais perfeita flor de todo esse jardim, as outras flores com o tempo murcham, o vendo frio do inverno as ressecam, o sol forte do verão as queimam e no outono secam e caem, enquanto eu continuo sempre bela.
A rosa sempre cantara sua beleza, tinha muito orgulho de sua beleza que jamais murcharia. Porém um dia a rosa amanheceu chorando. Na noite passada, sob a luz da lua cheia, percebeu que as flores se deleitavam zom a luz da meia noite e assim exalavam seu mais puro e sincero perfume, mas a rosa não, ela era incapaz de exalar tais fragrâncias, pois era artificial. Os pássaros e as borboletas jamais iam beijá-la, pois ela não tinha mel.
Pela primeira vez parou de pensar em sua beleza e viu que era solitária. Não tinha nada além de sua beleza e isso já não tinha a menor importância.
A rosa artificial nunca mais se alegrou, a única coisa que ela desejava era poder murchar, mas não podia. E tanto tempo quanto fosse possível existir ela chorou, sem exalar nenhum perfume e solitária em seu altar.

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